XII Semana de Letras

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Programação  Oficial 




SEGUNDA-FEIRA, 17 DE OUTUBRO DE 2011



8h – 9h

  • Entrega de materiais e inscrições [Vão dos anfiteatros]
9h – 9h30
  • Abertura oficial da XII Semana de Letras
    Participação do coral Rairaram (FCL – UNESP Araraquara) [Anfiteatro A]
9h30 – 10h
  • Coffee-break [Vão dos anfis]
10h – 12h
  • Palestra 1: “Cinema africano: história, linguagens e tendências” - Prof. Luiz Santiago (PUC – São Paulo)
Assim como as manifestações cinematográficas do Oriente Médio ou do Sudeste Asiático, a África tem a história de sua sétima arte ligada à independência, dominação, guerras locais e profunda busca pela tradição. O cinema produzido nesse continente começa hoje a fazer-se presente em grandes festivais internacionais e até mesmo nas salas de cinema do mundo
inteiro. Através da história do cinema africano, pretendemos trabalhar os marcos e influências essenciais que vão do Magrebe a Madagascar. Com a análise de alguns filmes, partiremos para características da linguagem de alguns diretores africanos e como os grandes mestres como Ousmane Sembene (Senegal), Souleymane Cissé (Mali) e Idrissa Ouedraogo (Burkina Faso)  conseguiram ganhar espaço no mundo. Por fim, abordaremos a presente exploração dos território africano como locação (embora não seja um fenômeno novo) e a relação do cinema desse continente com o restante do mundo. [Anfiteatro A]


13h – 14h

  • Comunicações individuais da Pós-Graduação: [Sala 30]
  1. “A questão da autoria na criação de personagens femininas”, por Ludmila Giovanna Ribeiro de Mello, doutoranda em Estudos Literários.
  2. “Para uma metodologia da análise dos processos fonológicos em português”, por Ana Carolina Freitas Gentil Almeida Cangemi, mestranda em Linguística e Língua Portuguesa.
  3. “Notas sobre a fonologia da língua Dení (Arawá)”, por Mateus Cruz Maciel de Carvalho, mestrando em Linguística e Língua Portuguesa
14h – 16h
  • Mesa-redonda 1: “Língua universal: inglês por quê?”
Profa. Dra. Maria do Rosário Gomes Lima da Silva (FCL – UNESP Assis)
Profa. Dra. Rosane de Andrade Berlinck (FCL – UNESP Araraquara)
Profa. Dra. Solange Aranha (IBILCE – UNESP São José do Rio Preto)

O número crescente de publicações científicas em língua inglesa faz com que alunos de graduação e pós graduação se sintam obrigados a estudar essa língua em detrimento de outra(s) de sua preferência devido à necessidade imposta pela academia. Entretanto, assim como ser falante nativo de português não habilita/instrumentaliza ninguém a escrever textos
acadêmicos (ou qualquer outro gênero específico), o mesmo ocorre com estudantes de inglês que aprendem a língua em determinadas abordagens de ensino.  O primeiro objetivo desta apresentação é discutir as diferenças entre uma abordagem de ensino de inglês geral e abordagens instrumentais, conhecidas como ESP e EAP. Além disso, pretendo discutir o mito do inglês como língua franca da ciência e a questão do gênero acadêmico escrito e sua relação com a inserção do pesquisador na academia. [Anfiteatro B]


16h – 16h30

  • Coffee-break [Vão dos anfis]
16h30 – 18h30
  • Minicurso 1: “A obra de Walt Whitman no Brasil” - Profa. Dra. Maria Clara Bonetti Paro (FCL – UNESP Araraquara)
Haverá a apresentação de um poema de Walt Whitman e depois serão discutidas as traduções em português de sua obra.  Publico alvo- É interessante tanto para alunos interessados em poesia, e na de Whitman em particular, como para os que gostam de tradução literária. [Sala 1]
  • Minicurso 2: “Como elaborar um projeto de pesquisa” - Fernanda Massi, doutoranda em Linguística e Língua Portuguesa (FCL – UNESP Araraquara) - VAGAS ESGOTADAS
Elaborar um projeto de pesquisa não é tarefa simples em qualquer nível acadêmico (iniciação científica, mestrado, doutorado). Muitas dúvidas surgem, principalmente para os alunos da graduação, em relação à delimitação do tema da pesquisa, à organização do projeto e até em relação à linguagem utilizada. A apresentação de um projeto de pesquisa organizado, objetivo e que revele um bom domínio da Língua Portuguesa é indispensável a qualquer pesquisador.Este minicurso tem como público-alvo alunos de graduação, em qualquer ano, que tenham interesse em ingressar na academia através de uma pesquisa de iniciação científica. O curso também é aberto a alunos de graduação que queiram se candidatar ao mestrado e a mestrandos ou mestres que queiram se candidatar ao doutorado.O objetivo do minicurso é demonstrar a forma mais adequada de elaboração de um projeto de pesquisa, visando tanto a estrutura quanto o conteúdo do projeto. Alguns dos tópicos que serão trabalhados no minicurso são: organização estrutural do projeto de pesquisa; delimitação do tema de pesquisa; apresentação do tema de pesquisa em cada parte do projeto (introdução, justificativa, objetivos, material e métodos, embasamento teórico, cronograma de atividades, referências bibliográficas); linguagem científica utilizada; abordagem do embasamento teórico; etc. Também será dado enfoque à forma de elaboração de um projeto de pesquisa a ser enviado para uma agência de fomento, entre elas, FAPESP, CNPQ, CAPES e PIBIC. A ministrante do minicurso é graduada em Letras pela Faculdade de Ciências e Letras da UNESP Araraquara desde 2007. Em 2004, primeiro ano da graduação em Letras, foi bolsista BAE (Bolsa de Auxílio ao Estudante); em 2007, quarto e último ano da graduação, foi bolsista de iniciação científica pela FAPESP. Durante o mestrado, realizado de 2008 a 2010, foi bolsista FAPESP. Em 2010, ingressou no doutorado e foi bolsista pela CAPES nos dois primeiros meses. Atualmente é bolsista de doutorado pela FAPESP, desenvolvendo seu projeto de pesquisa na UNESP Araraquara. [Sala 2]

18h30 – 19h30

  • Entardecer Cultural: Música, com Fabíola Roberta Ognibeni, graduada em Letras (FCL  – UNESP Araraquara) e vocalista da banda Ruído Fino. [Cantina]
20h – 22h
  • Minicurso 3: “Quem foi Goethe?: pensamento estético e científico” - Profa. Dra. Wilma Patrícia Marzari Dinardo Maas (FCL– UNESP Araraquara) - VAGAS ESGOTADAS
A palestra tem por objetivo apresentar Johann Wolfgang (von) Goethe, escritor alemão nascido em Frankfurt em 1749 e falecido em Weimar em 1832. A longevidade do autor, bem como sua variada gama de interesses, fazem de Goethe uma personalidade única na cultura ocidental. Contemporâneo de Hegel, Kant, Rousseau e Napoleão, com quem se encontrou pessoalmente, Goethe é autor de uma obra multifacetada, entre as quais figuram duas versões do  Fausto e o romance que iniciou a modernidade literária na Alemanha,  Os sofrimentos do jovem Werther. Pretende-se apresentar uma introdução ao pensamento do autor tanto do ponto de vista da história literária quanto de suas relações com a ciência e filosofia de sua época. [Sala 27]
  • Minicurso 4: “Conhecer para traduzir: o Satíricon, de Petrônio” - Prof. Dr. Cláudio Aquati (IBILCE – São José do Rio Preto)
O Satíricon não é um livro simplesmente obsceno, como há muito vem sendo considerado. Um rótulo desses é evidentemente simplista e precisa ser revisto por todos aqueles que se interessam por literatura, seja como entretenimento, seja como objeto de ciência. Escritor refinado, Petrônio não explora gratuitamente a obscenidade que lhe dá fama, mas que não deve contar-se entre suas principais características. Mas traduções do Satíricon, descompromissadas de tê-lo conhecido profundamente, vêm distorcendo ao máximo suas qualidades literárias e oferecendo ao público um texto que o
tornam um reles livro de consumo libidinoso. Este minicurso pretende apontar para dados de um cuidadoso projeto de literatura de Petrônio dentro de uma ótica revolucionária que certamente buscou renovar a cultura romana e mesmo chegou a marcar presença na própria trajetória do romance ocidental. Uma revisão de sua tradução para o português ajudará a recompor critérios para a avaliação dessa obra da Antiguidade, pois respeitando-se tendências vislumbradas no texto petroniano pode-se chegar a bons resultados quanto à criação da imagem que dele se formou para os leitores da Antiguidade e também para os de hoje, imagens que são importantes balizas para a prática tradutória que se debruce sobre o Satíricon. Assim, neste minicurso buscarei mostrar certos conceitos literários com que trabalhou seu Autor e os recursos expressivos e soluções de linguagem por ele alcançadas para tecer a trama, descrever cenas, personagens e outros detalhes, discutindo, além disso e quando possível variados recursos homólogos com que se construa um texto em português para esse romance antigo romano. O texto do Satíricon, hoje, deve fazer jus ao  que dele pensou Raymond Queneau: “De todos os escritores da Antigüidade, não há nenhum mais “moderno” que Petrônio. Ele poderia entrar, e com o pé direito, na literatura contemporânea, e seria tomado como um de nós.” [Sala 30]



TERÇA-FEIRA, 18 DE OUTUBRO DE 2011


8h – 9h30

  • Palestra 2: "A arte retórica e as trilhas da argumentação" - Fernanda Barini Camargo, mestranda em Linguística e Língua Portuguesa
     Esta apresentação tem por objetivo promover uma mostra sobre o modo pelo qual abordagens teóricas ligadas à retórica, desde lições tratadas por Aristóteles até estudos recentes estão presentes nos discursos midiáticos, jornalísticos e em textos encontrados em sites de relacionamento na internet. Pretende-se expor, no corpus utilizado, os principais recursos retóricos examinados por pesquisadores que se detiveram nesse tipo de estudo, bem como o modo pelo qual dispositivos da sociedade que têm a argumentação como base para o seu funcionamento, articulam mecanismos lingüísticos com fins argumentativos. Por fim, tratar-se-á da metáfora como fenômeno cognitivo e como ela é utilizada, nesses termos, no discurso.[Anfiteatro A]
9h30 – 10h
  • Coffee-break [Vão dos anfis]
10h – 12h
  • Palestra 3: “O ensino de gramática de língua portuguesa” - Prof. Dr. Arnaldo Cortina (FCL – UNESP Araraquara)
Quando se fala em ensino de gramática na escola, imediatamente nos vem à mente um conjunto de regras que devem ser memorizadas sem que se saiba, muitas vezes, o que significam. Acontece, porém, que examinar a gramática de uma língua consiste em explorar as estruturas e os mecanismos dessa língua para seu uso. Dessa forma, portanto, estuda-se a língua com o objetivo de empregá-la de forma adequada às mais diversas situações em que nos colocamos no dia-a-dia. E por essa razão, para refletir sobre o uso da língua é preciso que nós, professores de língua portuguesa, tenhamos um conhecimento de diferentes perspectivas para seu estudo. Não basta apenas criticar o ensino da gramática normativa, é preciso conhecer
essa gramática para poder propor formas de explorar aquilo que a visão normativa da gramática não dá conta. Proponho uma conversa com os participantes da semana de Letras sobre essas questões. [Anfiteatro A]


13h – 14h

  • Comunicações individuais da Pós-Graduação: [Sala 30]
  1. “O pretérito na boca do povo: um estudo da variação dialetal na Argentina”, por Leandro Silveira de Araújo, mestrando em Linguística eLíngua Portuguesa:
A fim de que possamos descrever, analisar e comparar as peculiaridades e semelhanças linguísticas das sete regiões dialetais da Argentina (FONTANELLA DE WEINBERG, 2000) elaboramos um  corpus composto por materiais linguísticos que registrem “a linguagem natural realmente utilizada por falantes e escritores da língua em situações reais” (BERBER SARDINHA, 2002, p. 352). Se nos dedicamos a uma rápida busca de  corpora em língua espanhola de acesso disponível na internet, encontraremos materiais que aparentemente poderiam nos servir para consulta e como resposta aos objetivos que temos traçados. No entanto, nenhum deles nos oferece as informações extralinguísticas que julgamos imprescindíveis para nossa proposta de estudos. Assim, atentando-nos à descrição do entorno enunciativo e dos enunciadores, considerando nossas limitações espaciais e temporais e atentos à definição de corpus tida por Sanchez (1995, apud BERBER SARDINHA, 2002, p.338), na qual se busca um conjunto de “dados lingüísticos”, “sistematizados segundo determinados critérios”, “extensos”, “representativos da totalidade do uso lingüístico ou de algum de seus âmbitos” e passíveis de processamento computacional, acreditamos haver encontrado, em  entrevistas radiofônicas, condição satisfatória para a composição de um corpus da variedade argentina da língua espanhola. Isto porque, além da possibilidade de obtermos estes enunciados e as informações extralingüísticas por meio da internet  – em rádios das sete regiões dialetais que de transmissão on-line, sabemos que eles pertencem a um gênero textual que resgata uma variedade linguística próxima ao vernáculo. (MARCUSCHI, 2008).  Conscientes de que enunciados pertencentes a um só gênero, de uma única modalidade da língua (falada), não podem constituir um  corpus  representativo da totalidade de usos de uma comunidade de fala, limitaremos as análises linguísticas provenientes deste corpus a um importante âmbito do uso do castelhano na Argentina, no qual se observa o domínio da oralidade, com pouco monitoramento, logo, mais espontâneo. Seguindo a tipologia proposta pela Linguística de  Corpus (BERBER SARDINHA, 2000, pp. 339  - 342), este conjunto de enunciados se identifica com o modo falado, pois tanto em sua concepção como em sua propagação faz uso da oralidade. Enquanto ao tempo, trata-se de um corpus sincrônico e contemporâneo, por abordar um único período: o corrente. É  dialetal e
especializado, por apresentar um  conteúdo que visa satisfazer uma análise dialetológica e por decorrer de um único domínio discursivo: o jornalístico. Por fim, é um corpus de  língua nativa, já que seus  autores também são nativos. Finalmente, observamos que foram transcritas 5h37min15seg, referentes à gravação de 33 entrevistas radiofônicas. O que nos forneceu mais de 57 mil palavras, sendo, em média, mais de oito mil a quantidade de palavras provenientes de cada região. Em relação a objeto de análise, o pretérito perfecto compuesto, foram encontradas 309 ocorrências. Em suma, a pesar de aparentemente pequeno, o corpus composto para a observação da língua espanhola nas sete regiões dialetais da Argentina propicia a análise do uso de alguns fenômenos lingüísticos, como é o caso do pretérito perfecto compuesto, podendo apontar, desta forma, semelhanças e diferenças nas regiões dialetais do país. A importância de considerarmos características extralingüísticas na composição do corpus pode nos auxiliar, ainda, com um estudo mais apurado. A coleta de enunciados pertencentes a entrevistas radiofônicas propicia-nos um material com um uso lingüístico mais espontâneo, por sua concepção e divulgação orais, e mais próximo a um uso menos monitorado, como nos aponta Marcuschi (2008).

2. “Relações entre História e Ficção: a ficcionalização do fato em Balada da praia dos cães, de José Cardoso Pires”, por Audrey Castañón de Mattos, mestranda em Estudos Literários

  •  Comunicações Individuais da Graduação: [Sala 31]
1. "Verbos irregulares em dicionários bilíngues para a compreensão: o caso do espanhol para aprendizes brasileiros" - Bruno Vituzzo Matheus (orientador: Prof. Dr. Odair Luiz Nadin da Silva)

A presente pesquisa visa desenvolver reflexões teórico-metodológicas sobre o tratamento dos verbos irregulares em dicionários de espanhol para brasileiros. A partir da análise de verbos da língua espanhola em dicionários bilíngues objetiva-se propor uma forma deste no nível da macro e da microestrutura para os estudantes do Ensino Médio. A seleção de formas irregulares dos verbos que deverão compor a macroestrutura do dicionárioparte da análise de um corpus composto por diferentes gêneros textuais presentes em manuais didáticos de espanhol para brasileiros. Como objetivos específicos, propõe-se refletir sobre a teoria e a prática de elaboração de dicionários bilíngües.
Palavras-chave: Dicionários bilíngües. Verbos irregulares. Manuais didáticos. Língua Espanhola


2. "Empréstimos Linguísticos no Português Brasileiro: Antropônimos de origem estrangeira" - Natália Zaninetti Macedo (apoio financeiro: CNPq)

O caráter “estrangeiro” dos empréstimos linguísticos no Português Brasileiro (PB), com exceção do trabalho de Assis (2006), não costuma ser avaliado do ponto de vista da sua pronúncia. No entanto, grande parte dos falantes de PB ao pronunciar palavras inglesas acaba recorrendo a processos de ressilabação, reestruturando a organização das sílabas dessas palavras de acordo com o seu sistemafonético-fonológico. Os usuários da língua, ao se renderem a estes processos, tendem a aplicar às formas estrangeiras processos fonológicos típicos da estrutura do PB, o que torna o resultado da pronúncia “brasileira” dessas palavras bem diferente da estrutura silábica e segmental da língua de partida. Do ponto de vista da identidade linguística (fonológica) do Português, a questão que vem à tona e que merece ser examinada cientificamente é se a pronúncia dos empréstimos por brasileiros já pode ser considerada “brasileira”, ou seja, pertencente ao PB, ou não. Massini-Cagliari aponta que o estudo da pronúncia de nomes próprios de origem estrangeira usados no Brasil pode trazer importantes contribuições para a determinação desta identidade, por constituir-se em um caso em que os limites entre o que é e o que não é português são explorados pelos seus próprios falantes nativos.


3. "Erotismo e violência em contos de Rubem Fonseca" - Camila P. de Sousa

A pesquisa a ser apresentada se encontra em fase inicial e tem por objetivo analisar seis contos de Rubem Fonseca, um dos maiores contistas brasileiros, com extrema importância para a literatura brasileira contemporânea. Os contos trabalhados são “Feliz ano novo”, do livro que leva o mesmo nome; “O cobrador” e “Mandrake”, do livro O cobrador; “A coleira do cão”, do livro homônimo; “Coincidências”, do livro Secreções, excreções e desatinos e “O anão”, de O buraco na parede, todos
marcados pelas cenas de violência e erotismo, bastante recorrentes na obra do autor, que se vale detemas como esses para relatar a realidade da sociedade brasileira em suas narrativas. O foco da pesquisa é, portanto, analisar a relação entre erotismo e violência na construção dos contos supracitados.

14h - 16h

  • Mesa-redonda 2: "Apontamentos acerca de políticas linguísticas e a internacionalização do português"
Profa. Dra. Maria Cristina Reckziegel Guedes Evangelista
Profa. Dra. Marina Célia Mendonça
Profa. Dra. Nildicéia Aparecida Rocha (FCL – UNESP Araraquara)

É frequente a referência ao tema da “promoção e preservação da língua portuguesa” nos discursos que tomam a língua portuguesa como objeto nos países lusófonos nas últimas décadas. Esse tema aparece no Brasil, por exemplo, no projeto de lei (PL) n°. 1676, de 1999, que foi proposto pelo deputado federal Aldo Rebelo. O discurso de promoção do português, no
Brasil, encontra-se também em manifestações mais recentes. Ele aparece, para citar um caso, em enunciados veiculados no  site do Museu da Língua Portuguesa (localizado na cidade de São Paulo), em que o português é tido como “patrimônio imaterial” e cuja promoção coloca-se como necessária, nclusive sua promoção internacional. Esses discursos se inserem no âmbito de discussões recentes sobre políticas linguísticas no país. Estas, segundo Castilho (2010), têm tomado por tema seis tópicos: “(1) a língua oficial do Estado e sua gestão, (2) gestão das comunidades bilíngues e plurilíngues, (3)
gestão das minorias linguísticas, (4) o Estado e o ensino da Língua Portuguesa como língua materna, (5) atuação das universidades brasileiras nas questões da pesquisa e ensino da Língua Portuguesa, (6) o Estado e o ensino das línguas estrangeiras.” No que se refere ao tópico 5 supracitado, é relevante destacar o papel das pesquisas sobre o ensino de português como língua estrangeira, considerando-se a inserção do Brasil em contexto internacional e, consequentemente, a internacionalização da Língua Portuguesa. [Anfiteatro A]

16h – 16h30

  • Coffee-break [Vão dos anfis]
16h30 – 18h30
  • Minicurso 6: “Breve percurso pelas literaturas dos PALOP (Países  Africanos de Língua Oficial Portuguesa)” - Prof. Dr. Jorge Vicente Valentim (CECH – UFSCar)
Apresentação das literaturas dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). Aspectos culturais e suas representações na ficção e na poesia. Abordagem panorâmica de alguns paradigmas da poesia e da ficção. [Sala 3]
  • Minicurso 7: “A louca no sótão: intersecções entre Feminismo e Literatura” - Prof. Dr. Aparecido Donizete Rossi (FCL – UNESP Araraquara)
A partir de uma breve discussão sobre o pensamento de Sandra Gilbert e Susan Gubar em The Madwoman in the Attic (1979), pretende-se propor uma introdução ao Feminismo enquanto teoria do texto literário. Serão resumidamente abordadas questões como gênero, identidade e autoria de modo a oferecer aos participantes instrumental teórico para abordar o texto
literário na perspectiva da crítica feminista. A título de exemplo do funcionamento dos conceitos a serem trabalhados, serão discutidos também alguns textos literários.
Palavras-chave: Feminismo. Gênero. Identidade. Autoria. Literatura de mulheres. [Sala 2]

18h30 – 19h

  • Entardecer Cultural: Pirotecnia, com Rairi Campos, graduando em Ciências Sociais (FCL – UNESP Araraquara) [Cantina]
20h30 – 22h
  • Conferência: “Para que serve o Curso de Letras?” Prof. Dr. José Luiz Fiorin (FFLCH – USP)
Depois de analisar detidamente as funções da linguagem e mostrar sua onipresença na vida dos seres humanos, examina-se a ideia de que conhecer a linguagem é conhecer o homem. Por isso, ela sempre interessou as pessoas. Desde os primórdios da marcha do homem sobre a Terra, os mitos tentam explicar as origens da linguagem e a diversidade das línguas. Ela foi objeto do trabalho de poetas, pensadores e cientistas. Hoje, a formação especializada na linguagem é feita nos cursos de Letras. Essa especialidade é necessária? Afinal, para que servem as Letras? Os estudos linguísticos revelam a experiência humana cristalizada na linguagem, permitem conhecer as sociedades em que as línguas foram criadas, possibilitam conhecer o funcionamento da mente humana. A Linguística estuda o sistema que permite a fala, examina os universais da linguagem e a forma como eles são parametrizados nas diversas línguas, analisa a organização e o modo de funcionamento do discurso, pesquisa a aquisição da linguagem e a perda da capacidade linguística, busca conhecer a variação linguística e sua correlação com fatores sociais, situacionais ou regionais, interessa-se pelas relações sociais que se exprimem linguisticamente, debruça-se sobre a evolução das línguas ou sobre as línguas num dado momento de sua evolução. Enfim, busca compreender o mistério e a epifania da palavra.Mobilizando todas as funções e dimensões da linguagem, o texto
literário e também os outros objetos artísticos criam outro mundo, convidam a penetrar a esfera de uma realidade outra, pela fratura da realidade cotidiana. Essa outra realidade leva-nos a uma vida mais intensa, mobilizando desejos múltiplos, criando novas percepções, produzindo experiências diversas. Nela, tudo é permitido, pois abole os limites da realidade cotidiana. A grande função da arte não é dizer o que sempre existiu, mas iluminar a possibilidade de outras existências, sugerir que outras ordens da realidade são possíveis. As Letras não formam burocratas da palavra, aqueles que apenas corrigem a ortografia, a concordância... As Letras levam-nos a aceder aos tesouros culturais criados pelo homem ao longo de sua história. Seu papel, usando as palavras de Guimarães Rosa, é tornar o homem humano. As Letras ajudam a criar e a fortalecer a democracia, pois elas  revelam a linguagem, a literatura, como o lugar de criação da alteridade, e, por conseguinte, de tolerância, de respeito pela diferença e, portanto, de democracia. [Anfiteatro A]



QUARTA-FEIRA, 19 DE OUTUBRO DE 2011


8h – 9h30

  • Minicurso 5 (parte 1): “Chico Buarque” - Profa. Dra. Maria de Lourdes Ortiz Gandini Baldan (FCL – UNESP Araraquara)
“O romancista Chico Buarque”  - Conhecido pela qualidade das canções que compõem o melhor conjunto da famosa Música Popular Brasileira, e pela dramaturgia que criou um público leitor e inspirou grandes espetáculos, Chico Buarque escreveu quatro romances  : Estorvo, Benjamin, Budapeste e Leite derramado. O sucesso dos outros gêneros não se fez presente em igual intensidade na obra romanesca; encontramos críticas muito elogiosas e outras bem desfavoráveis, como a de cobrarem do escritor o mesmo sucesso atingido nas canções ou nas peças de teatro. Estudar os quatro romances do escritor, tentando estabelecer alguns elementos dominantes que perpassam toda a obra, é o objetivo deste minicurso. [Sala 30]
9h30 – 10h

  • Coffee-break [Vão dos anfis]
10h – 12h
  • Palestra 4: “A desconstrução do Espetáculo” - Prof. Diogo Rios, sociólogo e arte-educador (Coletivo Mapa Xilográfico)
Meios de comunicação de massa, linguagem audiovisual, estratégias de marketing visando a explosão do consumo, enfim, um contexto de espetacularização da vida e de mercantilização das relações, mediadas por abordagens interessadas na otimização da lucratividade, mesmo que isso promova uma sociedade angustiada e ansiosa pelo próximo lançamento do mercado.Qual é o papel da educação diante de uma sociedade que produz um bombardeio informacional e que atenta contra o desenvolvimento da autonomia dos sujeitos? Quais desafios a escola possui visando preparar os estudantes para se defenderem diante de tantas estratégias de indução ao consumo inconsciente? [Anfiteatro A]

13h – 14h

  • Comunicações individuais da Pós-Graduação: [Sala 30]

1. “Figuratividade na poesia bucólica de Virgílio”, por Thalita Morato Ferreira, mestranda em Estudos Literários.

  • Comunicações Individuais da Graduação:
1. "Um estudo de gênero: o tema de relacionamento das chamadas “correntes digitais" - Carolina Reis

Este trabalho dedica-se à análise, em perspectiva dialógica, de um tipo de texto bastante popular e curioso: as chamadas “correntes digitais”, que encontram no e-mail um modo de circulação de grande amplitude e rapidez. Com esse objeto e com base nas reflexões teóricas do Círculo de Bakhtin, refletimos sobre a noção de gênero do discurso, reconhecendo seu papel na constituição de todo e qualquer enunciado. Do nosso estudo das correntes, priorizamos, neste trabalho, a análise do tema, que, na perspectiva bakhtiniana, é um dos componentes da noção de gênero do discurso, juntamente com a composição formal, ou seja, a forma como é construído o enunciado. Para esta apresentação escolhemos o estudo do tema nomeado, por nós, “relacionamento”, que aborda “as relações conjugais” entre homens e mulheres, bem como a histórica oposição homem vs mulher, com a construção de discursos ideologicamente masculinos e femininos. Procuramos mostrar em nossas análises de queforma se configuram os enunciados presentes nas correntes de relacionamento; quais são os valores e as vozes discursivas presentes nos enunciados e qual o objetivo das mensagens para com seus destinatários.


2. "A humanização e a conduta amorosa do vampiro contemporâneo" - Nayane Maria Mensato dos Santos (orientador: Prof. Dr. Arnaldo Cortina /apoio financeiro: PIBIC/CNPq)


A presente pesquisa propõe discutir as produções contemporâneas em forma de livros sobre a temática do vampirismo. Este estudo fundamenta-se em análises de textos por meio da observação das práticas discursivas que os constituem. Tomando como corpus os romances Crepúsculo e Lua Nova, de Stephenie Meyer, o projeto parte dos pressupostos teóricos da semiótica discursiva e da análise do discurso, a que são incorporados estudos sobre cultura, sociologia e identidade. Parte-se do princípio deque o discurso é produto da cultura e, desse modo, incorporam-se fatores históricos e por essa razão, torna-se importante examinar os elementos dialógicos e intertextuais dos textos acima apontados em relação a outras produções anteriormente escritas. Assim, busca-se compreender os mecanismos fundamentais que tornam o texto um objeto de comunicação e de significação. A análise dos textos se detém primordialmente na descrição das características comportamentais dos vampiroscontemporâneos (em especial Edward Cullen, protagonista da saga Crepúsculo) como também nas relações de cunho amoroso por eles estabelecidas.
Palavras-chaves: Leitura; Discurso; Semiótica; Texto.


14h – 16h

  • Oficina 1: “Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS): a importância da língua para a interação de surdos e ouvintes em diferentes contextos” - Profa. Wania Aparecida Boer, mestranda em Educação Especial (CECH  – UFSCar), Profa. Aline Crociari Maurício, professora interlocutora da rede pública estadual, Profa. Disleine Denise Pereira Nêris Resende, PEB II de Educação Especial e regente da Sala de Recursos. - VAGAS ESGOTADAS
A 1ª língua do surdo, a Língua Brasileira de Sinais, garante-lhe o acesso à informação, à comunicação, ao trabalho, à educação, ao transporte, à cultura, ao esporte, ao lazer e prevê, assim, o acesso aos sistemas e meios de comunicação. Sendo assim, a Lei 10.098/00, de 19.12.2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da
acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, disciplina a acessibilidade nos sistemas de comunicação e sinalização (Capítulo VII), cabendo ao Poder Público promover a eliminação de barreiras na comunicação e estabelecer mecanismo e alternativas técnicas que tornem acessíveis os sistemas de comunicação e sinalização às pessoas com deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação. Portanto, faz-se necessário que os profissionais ligados a área da Educação venham a conhecer e aprender a LIBRAS para garantir o direito do surdo ao conhecimento e ao processo de ensino e aprendizagem. Acrescente-se a isso, o fato de que no Brasil o surdo tem LIBRAS como sua língua própria (natural), reconhecida oficialmente pela Lei Federal nº. 10436/ 02, e regulamentada pelo Decreto nº. 5626/ 05 e pela Lei Estadual nº. 10958/ 2001.Os objetivos da oficina compreendem em: proporcionar aos participantes o conhecimento da LIBRAS, e de aspectos relacionados à surdez, considerados importantes em diferentes contextos; abordar características particulares da comunicação do surdo e reforçar a importância da 1ª língua na aquisição da Língua Portuguesa. A partir dos objetivos e da importância de disseminar a LIBRAS em diferentes contextos, o conteúdo da oficina será ofertado da seguinte maneira: história dos surdos na sociedade; a origem da LIBRAS e legislações que amparam; a LIBRAS como 1ª língua do surdo; sinais básicos para a comunicação entre surdos e ouvintes.A metodologia será ativa e participativa, com vivências, discussões, reflexões com trechos de filmes e relacionando a teoria à prática. [Sala 88]

  • Oficina 2: “O ensino de conteúdos musicais através de atividades de musicalização infantil" - André Ricardo Barros Marques, André Gomes Felipe, Gabriel de Melo Renda Batista e Murilo Ferreira Velho de Arruda, graduandos em Educação Musical (UFSCar)
A oficina ministrada tem a intenção de ensinar e introduzir educadores ao contato com atividades de musicalização, para que através de ferramentas como jogos, brincadeiras, movimentos e outras atividades sejam ensinados conceitos básicos de música aos alunos. Utilizando-se da vivência e prática dessas atividades utilizadas em aulas de musicalização esperamos que se amplie o repertório musical e o conhecimento de conteúdos elementares de música , para que os educadores possam conhecer um pouco sobre esses recursos e assim utilizá-los em suas práticas pedagógicas. [Sala 30]
  • Oficina 3: “Customização de Moda” - Profa. Marília Gonzaga (UNIARA) [Sala 31]
    Material: 
    2 camisetas na cor que desejar, tesoura, agulha, linha (na cor da camiseta), um pedaço de renda (mais ou menos 0,5 m) - de preferência na cor ou que combine com a camiseta, um pedaço de tricoline estampada (mais ou menos 30 cm)
  • Oficina 4: “Desvendando a Dança do Ventre” - Maria Alice Pavan Sabino e Jéssica Romanin Mattus, graduandas em Letras (FCL – UNESP Araraquara) e alunas de dança do ventre.
A oficina terá como objetivo introduzir, de uma maneira geral, a Dança do Ventre. Falaremos um pouco das características da dança e da cultura árabe e faremos algumas demonstrações de danças. Ensinaremos coisas básicas tais como posicionamento geral do corpo, postura e alguns passos iniciantes inseridos nos ritmos da música árabe. [Sala 38]
  • Oficina 5: “Oficina de desenho mangá – história em quadrinhos japonesa – desenhando personagens no formato SD e Chibi em tiras de quadrinhos de 4 painéis” - Marcelo Matsuhiro Okama, artista plástico e educador social de artes plásticas das Oficinas Culturais Municipais de Araraquara
Nas histórias em quadrinhos japonesa (MANGÁ), pequenos personagens bonitinhos e carismáticos em formato “SD” ou “CHIBI” são simples e fáceis de desenhar. Tiras verticais de 4 painéis (YONKOMA) são usadas para desenhar tiras de história em quadrinhos. A oficina se propõe a demonstrar técnicas rápidas para a criação de tiras de quadrinhos com personagens em formato MINI. A partir de uma curta introdução ao MANGÁ, história em quadrinhos japonesa, o objetivo é permitir aos participantes adquiriram noções básicas durante a atividade prática desenhando personagens simplificados no formato SD e CHIBI em tiras de quadrinhos de 4 painéis. [Sala 107]

Material01 lápis grafite 2B, 01 borracha macia, 01 régua, 01 marcador retroprojetor ponta média cor preta, 01 marcador retroprojetor ponta fina cor preta, 05 folhas de papel vegetal tamanho A4 e *gramatura 90g/m² ou superior


  • Oficina 6: “Fotografia” - André Luiz Machado, graduando em Letras (FCL – UNESP Araraquara) VAGAS ESGOTADAS
A proposta da oficina é sensibilizar os participantes para tópicos elementares da fotografia. Pede-se que, se possível, os participantes tragam uma câmera digital de qualquer tipo e seu respectivo cabo USB, uma vez que a introdução a alguns aspectos teóricos, técnicos e estéticos será complementada com uma proposta de atividade prática. [Anfiteatro D]

Material: Câmera fotográfica


16h – 16h30

  • Coffee-break [Vão dos anfis]
16h30 – 18h30
  • Minicurso 8: “Poesia e pintura: vida, morte e loucura em Mrs. Dalloway” - Profa. Ms. Maria Aparecida de Oliveira (FCL - UNESP Araraquara)
O principal objetivo desta apresentação é estabelecer uma aproximação entre a linguagem poética de Virginia Woolf e a pintura, procurando demonstrar de que modo a técnica woolfiana do fluxo de consciência, como forma de representação dos pensamentos, memórias e impressões criam uma atmosfera poética e pode estar associada à pintura cubista. Foram escolhidas duas obras de Picasso, o primeiro Les Demoiselles D’Avignon para abordar a quesão da fragmentação da identidade das personagens femininas, em especial,  Mrs. Dalloway. O segundo, Guernica, pois trata da guerra e com isso pretende-se estabelecer um paralelo com a personagem Septimus Smith. Bem como outros modernistas, Woolf por meio da sua narrativa experimental, estava tentando uma nova forma de representação da consciência. A escritora estava interessada em capturar o fluxo de milhares de associações que passam pela mente da personagem. Além disso, ela queria entender como memórias longínquas e interpretações delas poderiam criar uma atmosfera e servir como um procedimento de ficção.
Palavras-chaves: Morte e vida, pintura, cubismo, poesia. [Sala 34]

  • Minicurso 9: “A semiótica greimasiana e a Moda: uma relação de significado” - Profa. Ms. Bruna Longo Biasioli (UNIARA)
É inegável a afirmação de que a Moda é um movimento social. Isto quer dizer que, através desse movimento, os sujeitos significam, já que a maneira com que se vestem faz parte de sua identidade e lhes constitui como sujeito social. A Moda é, portanto, uma forma de linguagem visual, dotada de significados.
Ao se falar em semiótica, a primeira idéia que vem à mente é o sentido. É necessário, portanto, analisá-lo. A semiótica dedica-se a analisar as crenças, as atitudes e sentimentos que cada sociedade adota perante suas linguagens; ela pede o reconhecimento de um objeto e convida a tratá-lo de modo científico. Para este minicurso, a Moda será o objeto analisado pela teoria. O minicurso proposto tem o objetivo, portanto, de integrar a Moda com o aparato teórico-metodológico da semiótica de Greimas, de origem francesa que, no século XX, ganhou notoriedade no campo da Linguística. Se a Moda é um objeto que produz significados e a semiótica analisa os processos de significação, torna-se claro que aliá-las é uma forma produtiva de compreensão do fenômeno do vestir-se. Para este minicurso, pretende-se fazer uma exposição teórica, dividida em duas partes, e uma atividade prática, conforme esquematizado abaixo:
1)    Explicação sobre a semiótica e seus conceitos enquanto uma teoria de
análise da produção do sentido;
2)    Considerações sobre a Moda enquanto um fenômeno social, utilizandose da semiótica para a depreensão do sentido produzido pelo vestuário;
3)    Atividade prática, em grupos, a fim de compreender o sentido de
algumas imagens de vestuários. [Sala 89]

19h30 – 20h30

  • Entardecer Cultural: Música com Caiubi, Iuna e Nalu, alunos do 2º ano de Letras [Cantina]
20h30 – 22h30
  • Minicurso 10:“Introdução à Divina Comédia, de Dante Alighieri” - Profa. Dra. Maria Glória Cusumano Mazzi (FCL – UNESP Araraquara) - VAGAS ESGOTADAS
Dante Alighieri (1265-1321), homem-síntese da Idade Média, escreveu sua obra-prima, ‘A Divina Comédia’, para alertar os homens dessa ‘selva escura’ que sem Deus não há salvação e é preciso reencontrar o caminho perdido. A presente palestra se propõe a refazer brevemente a viagem imaginária que o poeta Dante fez no reino dos mortos, passando pelo inferno e purgatório, acompanhado por Virgílio (a razão) e pelo Paraíso, seguido por Beatrice (a fé, a teologia), demonstrando como conteúdo se faz expressão, criando os efeitos de sentido mais poéticos da literatura universal. [Anfiteatro D]
  • Minicurso 11: “A poesia inaugural de Charles Baudelaire” - Profa. Dra. Guacira Marcondes Machado Leite (FCL – UNESP Araraquara)
O percurso da poesia ocidental, após o Renascimento, levou à retomada dos valores artísticos clássicos, ou seja, greco-romanos, segundo os quais o artista devia inspirar-se nas grandes obras que o precederam para criar a sua. No Romantismo, o artista coloca-se em primeiro plano e é livre para seguir a inspiração de sua imaginação. Charles Baudelaire, nascido em 1821, juntamente com o romantismo francês, recebeu dele a sua formação, mas foi responsável pelas transformações por que  a arte poética passou na modernidade, cujo marco inicial está na publicação de  Les Fleurs du mal (1857), obra que vai inaugurar os novos rumos que a poesia vai percorrer nos séculos XIX e XX. [Anfiteatro E]


QUINTA-FEIRA, 20 DE OUTUBRO DE 2011


8h – 9h30

  • Minicurso 5 (parte 2): “Chico Buarque” - Profa. Dra. Elisabete Sanches Rocha (FCHS – UNESP Franca)
“Num tempo da delicadeza: a obra teatral de Chico Buarque”: Tem-se como objetivo, através do minicurso, explorar a produção teatral de Chico Buarque que está totalmente relacionada à sua criação musical e à percepção aguda,
que o autor apresenta, dos processos históricos. Pretende-se trabalhar com a perspectiva de um teatro que, para além da contribuição política, é capaz de uma delicadeza poética que confere a obras como Gota d’água (escrita com Paulo Pontes) e Calabar: o elogio da traição (escrita com Ruy Guerra), por exemplo, um lugar importante na cultura brasileira da segunda metade do século XX.  [Sala 34]


9h30 – 10h

  • Coffee-break [Vão dos anfis]
10h – 12h
  • Minicurso 12: “Inda se proseia ansim?: características do dialeto caipira na variedade linguística contemporânea do interior paulista” - Prof. Cássio Florêncio Rúbio (IBILCE – UNESP São José do Rio Preto)
Em 1920, o filólogo, poeta e folclorista Amadeu Amaral publicou o que seria sua mais importante obra: “O dialeto caipira”, baseado na observação científica minuciosa das características da língua falada no interior paulista do início do século XX. Alertou Amaral, já nas considerações prévias, que aquela forma de falar, diferente das demais variedades encontradas no país e em Portugal, estava, naquele momento, em vias de extinção e que não sobreviveria por muito tempo.  Após 90 anos da publicação do livro de Amaral, retomamos, neste minicurso, o que fora apontado pelo autor como característico do falar caipira, com base na observação científica da língua falada atualmente na região noroeste do estado de São Paulo, com o objetivo principal de confirmar ou refutar a visão de extinção da variedade de língua portuguesa classificada de “caipira”. Utilizar-nos-emos do Banco de Dados Iboruna, composto por uma amostra censo de 152 entrevistas e uma amostra de interação de 11 entrevistas da região de São José do Rio Preto, bem como de pesquisas sociolinguísticas empreendidas com base nessas entrevistas. [Sala 38]
  • Minicurso 13 (parte 1): “Os Estudos da Tradução na contemporaneidade” Profa. Dra. Cristina Carneiro Rodrigues (IBILCE  – UNESP São  José do Rio Preto) - VAGAS ESGOTADAS
Neste minicurso vou, em primeiro lugar, apresentar um panorama das abordagens teóricas da tradução, enfocando as diferentes perspectivas pelas quais a tradução pode ser abordada e os diferentes recortes da disciplina feitos por teóricos contemporâneos. Em seguida, abordo as quatro vertentes dos Estudos da Tradução que considero mais produtivas, em termos de publicações de trabalhos, diferenciando-as de acordo com seus objetos de pesquisa, metodologias, concepções de tradução e o tipo de  resultado que os estudos pretendem obter. Vou tratar da abordagem de fundamentação linguística enfocando o trabalho de Nida e de Catford. A vertente funcional será representada pela pesquisa de Reiss e Vermeer. Os Estudos Descritivos da Tradução serão examinados tomando como base os trabalhos de Toury e Lefevere. O pós-estruturalismo, os estudos de gênero, o pós-colonialismo e o neo-marxismo incluem-se nos Estudos da Tradução na pós-modernidade. [Anfiteatro E]

13h – 14h

  • Comunicações individuais da Pós-Graduação: [Sala 30]
1. “Práticas discursivas na construção da identidade do jornalista”, por Vinícius Durval Dorne, doutorando em Linguística e Língua Portuguesa

2. “A (dis)solução do drama em Almada  Negreiros”, por Eduardo Neves da  Silva, mestrando em Estudos Literários e bolsista FAPESP: 

A partir do conceito de drama moderno de Peter Szondi e de suas classificações metodológicas, compararemos as peças Antes de Começar (1919) e Desejase Mulher (1928), ambas de autoria do português Almada Negreiros, a fim de definir sua produção dramatúrgica como “tentativa de solução” do drama, cujas categorias tradicionais, tais como o diálogo intersubjetivo e o fato presente e absoluto, começaram a entrar em declínio, segundo Szondi, nas últimas décadas do século XIX. Com o pressuposto de superação do conflito dos principais direcionamentos estéticos do início do século XX e visando à renovação da dramaturgia portuguesa de então, Almada Negreiros buscará a solução pela  dissolução, estratégia essa que pressupõe a inconstância da forma dramática, em virtude da vacilação entre o épico e o poético. O drama almadiano, portanto, apresentar-se-á  líquido (instável) na sua relação forma/conteúdo, isto é, não sólido como o drama tradicional (diálogo e ação dramática), nem tampouco  sublimado, como o drama simbolista (lirismo e imobilidade actancial).

  • Comunicações Individuais da Graduação: [Sala 33]
1. "O Holocausto através do olhar infantil" - Vivian Borgonove

A pesquisa proposta como projeto de Iniciação Cientifica Departamental está em fase de conclusão e teve como objetivo, primeiramente, um reconhecimento dos textos em língua italiana e, para isso, foram selecionados dois contos: “Andremo in città” e “Silvia” da autora e também sobrevivente dos campos de concentração, Edith Bruck. A partir da leitura dos contos, o objetivo foi trabalhar o tema do Holocausto através do olhar infantil, bem como trabalhar temas específico da literatura do trauma ou literatura de testemunho. Como fundamentação teórica para o trabalho de reconhecimento e identificação da literatura específica abordada, e como apoio para trabalhar o trauma em cada um doscontos citados, a pesquisa foi baseada nos textos de Márcio Seligmann-Silva, um grande crítico e pesquisador do tema.


2. "Literatura e memória a partir da perspectiva de Primo Levi" - Jéssica S. Fradusco (orientadora: Profa. Dra. Claudia F. C. Mauro)

O foco deste trabalho é mostrar a nova forma de relato inaugurada por Primo Levi (químico ítalo-hebreu e posteriormente escritor, sobrevivente de Auschwitz), onde um simples relato passa a ser  trabalho dentro de uma perspectiva literária que leva o leitor não somente a compreender os fatos e situações descritos como também refleti-los. A pesquisa vinculada à este trabalho dá ênfase à uma obra em especial, de Levi, “Se questo è un uomo”, onde é relatada a primeira parte da saga do Holocausto na vida deste químico-escritor e já se fazem presentes a expressão fortemente literária-objetiva do autor. O objetivo não só deste trabalho, mas também e principalmente da pesquisa, como já foi mencionado anteriormente é a forma diferentemente ousada do autor ao abordar um tema extremamente importante para a história mundial de forma que leve seus leitores à reflexão trabalhando de forma subjetiva sem deixar, no entanto, que esta mesma subjetividade desvie a veracidade das informações e seu caráter objetivo. Todas essas informações são coletadas e discutidas a partir das obras de Primo
Levi comparadas à textos críticos que têm como foco a abordagem do tema holocausto, então, a partir de discussões relacionando as reflexões críticas às características das obras pode-se chegar às conclusões do trabalho que resultam no ponto mais destacado pelos principais críticos especialistas no assunto: a presença de literariedade na obra de Primo Levi de forma evidente a fim de ser vista como uma possibilidade de explicar, de fazer sentir, de aproximar os leitores dos fatos descritos,; a fim de explicar algo de natureza inexplicável, cada uma das sensações vividas pelos sobreviventes que não podem ser compreendidas nem mesmo por eles. Desta forma, a única maneira de fazer com que se compreenda algo de uma complexidade incomensurável é refugiando-se no campo do literário, do subjetivo, único lugar onde tudo é possível, tudo é aceito, tudo é permitido, até mesmo a explicação da morte de milhões de pessoas em uma câmara de gás.


14h – 16h

  • Minicurso 13 (parte 2): “Os Estudos da Tradução na contemporaneidade” - Profa. Dra. Cristina Carneiro Rodrigues (IBILCE  – UNESP São José do Rio Preto) [Anfiteatro E]
  • Minicurso 14: “Discurso Racional, Verdade e Filosofia” - Prof. Ms. Lincoln Menezes de França (FFC – UNESP Marília)
No período arcaico da Grécia Antiga surgia uma forma de conhecimento que se diferenciava dos até então existentes. O mito, a religião e a arte já não davam mais conta de explicar ou expressar humanamente a realidade diante
das necessidades dos novos tempos. Mudanças em diversos aspectos da vida, econômicos, sociais e políticos traziam a necessidade de se explicar a realidade em seus princípios de uma forma racional. Eis que surge a filosofia. Com os chamados “pré-socráticos” buscava-se uma explicação racional  do mundo a partir de um único princípio ou substância. Diante da multiplicidade de princípios expressos pelos mais diversos filósofos, os sofistas valorizaram a persuasão, já que não era possível afirmar com certeza qual a substância fundamental da realidade. Com isso, a valorizada cidade se deixava levar
pelos mais floreados e rebuscados discursos. Essas características discursivas não conferiam “verdade” ao discurso. Frente a isso surge Sócrates, com um novo princípio de pensamento, denunciando os enganospor meio da dialética e da maiêutica. Buscando a verdade, exaltava a virtude a partir do pensamento humano. Esse princípio será fundamental para a História da Filosofia Ocidental e será considerado por Nietzsche como expressão do declínio grego. [Sala 35]


16h – 16h30

  • Coffee-break [Vão dos anfis]
16h30 – 18h30
  • Entardecer Cultural: Exibição do filme “Benjamin” [Anfiteatro A]
19h30 – 21h30
  • Minicurso 15: “Introdução à lexicografia bilíngue” - Prof. Dr. Odair Luiz Nadin da Silva (FCL – UNESP Araraquara)
A Lexicografia Bilingue é uma área que necessita, ainda, de muitas reflexões teórico-metodológicas com o objetivo de aperfeiçoar a elaboração de dicionários que possam melhor atender às necessidades de seus usuários. Pretende-se, nesse minicurso, (i) apresentar breve introdução aos princípios teórico-metodológicos da Lexicografia Bilíngüe; (ii) apresentar as partes que constituem a estrutura de um dicionário; (iii) demonstrar os tipos de dicionários e; (iv) discutir sobre os aspectos que devem ser considerados no processo de elaboração de uma obra lexicográfica. [Anfiteatro D]
  • Minicurso 16: “Os heróis na épica grega: Odisseu e Aquiles” - Prof. Ms. Emerson Cerdas (FCL – UNESP Araraquara)
Entre as muitas semelhanças formais entre as epopeias homéricas, constata-se sensíveis nuances a respeito da figura do herói nestas narrativas. O objetivo deste minicurso é tratar das duas figuras principais das epopeias de Homero, Aquiles, herói guerreiro da Ilíada, e Odisseu, herói viajante da Odisseia, focando como elas representam duas concepções distintas de heroísmo. [Anfiteatro E]

21h30 – 23h

  • Lançamento do livro  Mercado de pulgas, de Renato Alessandro Santos, doutorando em Estudos Literários (FCL  – UNESP Araraquara), da Editora Multifoco.
Mercado de pulgas, livro nascido da rede mundial de  computadores, tem de tudo. Você encontra entrevistas, resenhas e, principalmente, opinião sobre filmes e livros, artigos sobre literatura, música e, não poderia ser diferente, futebol.
Como se não bastasse, e para coroar com mais brilho ainda essa miscelânea, crônicas de uma sensibilidade única — como as que falam sobre Théo — que dão uma pitada de humanidade ao livro, tornando-o ainda mais delicioso de ser devorado. O que me faz lembrar que gastronomia também entra aqui, bem como viagens, amizade, aventura, amores, paternidade,
completando o “tem de tudo” de Mercado de pulgas, que, diferentemente da internet, é composto somente de coisas boas.
Por último, não poderia deixar de mencionar a forma simples, prazerosa e correta com que Renato Alessandro dos Santos disserta sobre todos esses temas, mostrando que boa literatura não nasce por acaso, mesmo que a maternidade seja a web.(Beto Canales, autor de A vida que não vivi (Multifoco))

  • Entrega dos prêmios do I Concurso de Contos e do II Concurso de Poemas do CACEL. [Anfiteatro B]

SEXTA-FEIRA, 21 DE OUTUBRO DE 2011


8h – 9h30

  • Minicurso 17 (parte 1): “Implicações do explícito: cenas de sexo na literatura brasileira” - Prof. Dr. Gilberto Figueiredo Martins (FCL – UNESP Assis) - VAGAS ESGOTADAS
O minicurso leva a refletir  sobre as representações do sexo e das sexualidades na literatura brasileira dos séculos XX e XXI, a fim de caracterizar as diferenças entre os conceitos de erotismo e pornografia. [Sala 27]
  • Minicurso 18 (parte 1): “Avaliação de textos escolares - discutindo critérios e metodologia” - Profa. Dra. Cristina Martins Fargetti (FCL - UNESP Araraquara)
Neste mini-curso, abordaremos questões relacionadas à prática de produção textual escolar. Serão discutidos os critérios de avaliação/textualidade: tema, leitura, gênero textual, modalidade escrita, coesão e coerência. Isto será feito através da análise de alguns textos. Serão também discutidas metodologias de trabalhos, entre as tradicionais e as mais atuais.[Sala 28]

9h30 – 10h

  • Coffee-break [Vão dos anfis]
10h – 12h
  • Minicurso 17 (parte 2): “Implicações do explícito: cenas de sexo na literatura brasileira” - Prof. Dr. Gilberto Figueiredo Martins (FCL – UNESP Assis) [Sala 27]
  • Minicurso 18 (parte 2): “Avaliação de textos escolares - discutindo critérios e metodologia” - Profa. Dra. Cristina Martins Fargetti (FCL - UNESP Araraquara) [Sala 28]
13h – 14h
  • Comunicações individuais da Pós-Graduação:
1. “Cacaso e Tropicalismo: alguma coisa em comum?”, por Patrícia Anzini da Costa, mestre em Estudos Literários

2. “Entre o mesmo e o outro: um labirinto de baratas na ficção de Clarice Lispector”, por Mariângela Alonso, doutorando em Estudos Literários:

Esta comunicação  propõe uma leitura do conto  A quinta história, de Clarice Lispector. Este texto apresenta uma estrutura narrativa concêntrica e espiralada, em que cinco estórias ilustram uma espécie de jogo de espelhos ou  mise en abyme, repetindo instigantes estruturas temáticas. Clarice Lispector constrói em poucos parágrafos, segundo o procedimento novelístico do encaixe, variações de um mesmo tema, uma espécie de desdobramento de cinco histórias que se sucedem, a partir de um mesmo ponto, como matar baratas. Curiosamente, a quinta e última história é a única que não se conta, embora seja o título do conto, uma vez que parece interrompida em um eterno recomeço, instaurando, portanto, o movimento
do sujeito que se procura, confrontado no campo das identidades, questão muito cara à obra clariceana. Uma leitura nessa direção tem como embasamento ensaios críticos que examinam a produção clariceana e a técnica narrativa do encaixe. Para tanto, recorremos a conceitos operacionais que iluminam o tema, tais como as teorizações apresentadas por Tzvetan Todorov, Giovanni Battista Tomassini, Antoine Compagnon, entre outros. Investigar o movimento da escritura clariceana, com base nos efeitos do procedimento novelístico do encaixe é o objetivo maior da pesquisa. Por meio da análise apresentada espera-se revelar e descrever a escritura de Clarice Lispector, com base na técnica narrativa de encaixe e suas implicações no conto A quinta história.
Palavras-chave: mise en abyme; A quinta história; Clarice Lispector. [Sala 30]


14h – 16h

  • Minicurso 19 (parte 1): “Com a palavra a TV: o trato com a literatura nas realizações televisivas do diretor Luiz Fernando Carvalho” - Cristiane Passafaro Guzzi, mestranda em Estudos Literários (FCL  – UNESP Araraquara)
A possibilidade de um estudo pormenorizado sobre o processo criativo de uma minissérie televisiva, baseada na transposição de uma obra literária, instiga-nos a querer compreender melhor as relações existentes entre Literatura e Cinema, Literatura e Televisão, Literatura e Adaptação. Para tanto, pretendemos, com este minicurso, trabalhar com as realizações artísticas televisivas do diretor Luiz Fernando Carvalho  - especificamente com as minisséries  Hoje é dia de Maria (2005),  A Pedra do Reino (2007) e Capitu (2008)  -, e que consistem em um processo de profunda pesquisa, enfrentamento do texto, emergência das possibilidades de diálogo tanto com o texto a ser trabalhado como com o repertório de leitura que o autor do
texto em questão imprime em suas produções.  Esse resgate se revela na obra transposta para um novo meio, oferecendo diversas outras possibilidades de compreensão e significação, que remetem não somente ao autor primeiro, mas a esse Carvalho autoral que consegue, “antropofagicamente”, transpor o que era do universo literário da obra e do universo literário do autor, para um universo sincrético. [Sala 27]

  • Minicurso 20 (parte 1): “A insustentável leveza de ser: práticas de subjetivação pelo discurso da etiqueta e das boas maneiras” - Gesiel Prado, doutorando em Linguística e Língua Portuguesa (FCL  – UNESP Araraquara) - RETIRAR MATERIAL DE APOIO NO 1º DIA DE INSCRIÇÃO
O minicurso propõe apresentar algumas reflexões sobre as práticas de subjetivação através do discurso da etiqueta e das boas maneiras; um breve panorama da teória genealógica do sujeito foucaultiano, centrando-se no conceito de práticas de si em articulação com pressupostos teóricometodológicos da análise do discurso; e análise do discurso enquanto prática que afeta a produção de subjetividades. [Sala 26]

16h – 16h30

  • Coffee-break [Vão dos anfis]
16h30 – 18h30
  • Minicurso 19 (parte 2): “Com a palavra a TV: o trato com a literatura nas realizações televisivas do diretor Luiz Fernando Carvalho” - Cristiane Passafaro Guzzi, mestranda em Estudos Literários (FCL  – UNESP Araraquara) [Sala 27]
  • Minicurso 20 (parte 2): “A insustentável leveza de ser: práticas de subjetivação pelo discurso da etiqueta e das boas maneiras” - Gesiel Prado, doutorando em Linguística e Língua Portuguesa (FCL  – UNESP Araraquara) [Sala 26]
18h30
  • Encerramento da XII Semana de Letras [Anfiteatro D]